segunda-feira, 6 de julho de 2009

ACESSIBILIDADE E DESENHO UNIVERSAL

No dicionário “acessibilidade” refere-se à qualidade de ser acessível e consequentemente, de que se pode chegar facilmente. A questão da acessibilidade é uma das reivindicações mais antigas dos movimentos das pessoas com deficiência e de maior visibilidade. Sofreu ao longo do tempo diversas alterações, como todo fenômeno social.
No início dos anos 80, os primeiros movimentos reivindicatórios, buscavam a eliminação de barreiras arquitetônicas, tendo como referência as pessoas com deficiência física. Entretanto, percebeu-se que além das barreiras ambientais, encontravam-se as barreiras de atitude. Em 1981 a ONU estimulou a mudança nas atitudes, criaram organizações e direitos foram conquistados.
Em 1985 foi criada a primeira norma técnica brasileira relativa á acessibilidade, “Acessibilidade a edificações, mobiliários, espaços, e equipamentos urbanos à pessoa portadora de deficiência”. Valida até hoje, passando por uma última revisão em 2004. Daí a substituição do termo “barreiras arquitetônicas”, por “acessibilidade”.
Nos anos 90, há uma maior discriminação dos tipos de obstáculos existentes para as deficiências. Assim, são identificadas, além das barreiras ambientais e atitudinais, as barreiras de comunicação e de transporte. Essa diferenciação faz com que as outras deficiências sejam também contempladas, deste modo, ampliando o termo “acessibilidade”.
Uma sociedade acessível é pré-requisito para uma sociedade inclusiva. Ao lutar pela acessibilidade, estamos defendendo um Direito Humano, que possibilita a igualdade de oportunidades e que é essencial para que a inclusão social aconteça.
Em meados dos anos 90, surge o conceito de desenho universal, ou seja, um planejamento arquitetônico ambiental, de comunicação e de transporte em que todas as características das pessoas são atendidas, independentemente de possuírem ou não uma deficiência.
É importante ressaltar, que não se trata mais de eliminar obstáculos e sim de garantir acesso. Atualmente usa-se simultaneamente acessibilidade ao termo desenho universal.
O conceito do Desenho Universal se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura dos EUA, com objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes para serem usado por todos, na sua máxima extensão possível.
A meta é que qualquer ambiente ou produto poderá ser alcançado, manipulado e usado, independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, sua postura ou mobilidade. Não é uma tecnologia direcionada apenas aos que dele necessitam, é desenhado para todas as pessoas, assegurando que todos possam utilizar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos e objetos.
Entretanto, para cumprir o desenho universal, foi necessária a criação de Leis e Normas. Para, assim, facilitar a vida de todo o cidadão, levando a sociedade por um caminho mais justo e humano, para que possamos viver com mais dignidade e respeito.

QUESTÃO: Será que somente a mudança na estrutura dos espaços públicos é suficiente para que as pessoas respeitem e aceitem as diferenças?

26 comentários:

  1. acredito que não,pois ainda existem pais,que tem preconceitos com seus próprios filhos mas á passos de tartaruga tenho confiançaque um dia as coisas melhorem.

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  2. "Somente as mudanças no espaço fisico não será o suficiente para a inclusao social destas pessoas, claro que já é um grande passo, mas a inclusao nao se da somente em mudanças arquitetônicas, na estrutura física, mas sim na cabeça das pessoas que ainda descriminam e julgam os deficientes incapazes de estar juntamente com os demais interagindo e integrando a sociedade."

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  3. As mudanças na estrutura dos espaços públicos é importante, mas não é o suficiente, é preciso mudar a mentalidade das pessoas e acabar com a discriminação, a sociedade precisa tratar os deficientes com mais dignidade e respeito.

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  4. Acredito que não, mas já é um começo. Mas cada um fazendo sua parte, se conscientizando e revendo os conceitos pré-estabelecidos pela sociedade podemos fazer a diferença, pois devemos aprender a conviver com estas diversidades e acima de tudo com muito respeito.

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  5. Acredito que não é o suficiente , no entanto já é algum começo. Contudo as mudanças são importantes para promover a compreensão das diferenças.

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  6. Não, pois a aceitação não está, de fato, nas possibilidades, porque estamos tratando de uma questão cultural, e readaptar uma cultura não é facil. Mas uma iniciativa do governo, ongs e escolas podem sim começar um movimento no que se trata de uma reciclagem na cltura brasileira e transforar cidadãos para uma receptividade especial.

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  7. Não é suficiente, pois ainda existe muito preconceito entre as pessoas.Muitas não aceitam os diferentes e as diferenças de cada ser humano.É preciso que cada um se conscientize das diferenças existentes nas pessoas.

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  8. Com certeza que não!Nossa cultura ainda deixa prechas para o preconceito. Outro dia assisti um cadeirante subir no ônibus, e as pessoas estavam inconformadas pelos minutos de esperara.Faziam "caras e bocas" para o jovem que apenas estava usufluindo de seu direito como deficiente.

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  9. Em meu ver não, aceitar as difenças não faz parte da nossa cultura, por isso, deve partir de cada um de nós respeitar os espaços destinado a quem tem algum tipo de deficiência. A mudança nos espaços públicos apesar de muitas vezes serem precarias,já se ve mais nos dias de hoje, tendo em vista que no passado não era comum vermos rampas de acessibilidade.O preconceito também muito presente em nossa sociedade influencia para um menor desenvolvimento dessas acessibilidades.

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  10. Acredito que as mudanças na estrutura dos espaços públicos embora sejam necessárias, não são suficientes. É preciso que as pessoas tomem consciência e aceitem as diferenças. O preconceito ainda é muito presente em nossa sociedade e isso precisa ser mudado para que assim a inclusão seja realmente aceita e praticada por todos.

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  11. Não ,as pessoas precisam se conscientizar que temos que aceitar cada pessoa como ela é.Ninguém deve sofrer discriminação.Não adianta haver mudanças nos espaços públicos se as pessoas não mudarem seus pensamentos.

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  12. É evidente que não, pois a sociedade precisa concientizar-se que há uma diversidade de necessidades especiais a serem respeitadas e por isso as pessoas deveriam ser mais humanitárias com os indíviduos que precisam de nossa ajuda.Através dos desenhos universais os defientes podem usufruir de locais exclusivamente apropriados á eles,mas muitos ignoram estes desenhos e acabam desfrutando de algo que não lhe dá o direito.
    Na realidade não são os deficientes que precisam se adequar á sociedade, mas sim a sociedade precisa se adaptar para melhor acolher as pessoas deficientes.Todos precisam se mobilizar para serem mais solidários uns com os outros,exercendo o mandamento do amor ao próximo sem fazer acepção de pessoas.

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  13. Não, pois ainda, as pessoas, para respeitarem como devem a essas pessoas que precisam dessa ajuda, de estruturas em espaços públicos precisam se conscientizar de que devem aceitar a essas diferenças, devem aprender a respeitar também o espaço do outro, que esses deficientes precisam.

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  14. Mas é claro que não é suficiente, conforme foi colocado pelo grupo, a mudança nas estruturas dos espaços públicos é um pré-requisito para uma sociedade inclusiva, sendo prevista em lei, porém de nada adianta uma lei que regulamente tudo isso se ela só vale no papel.
    É justamente aqui que está centrado o problema desta questão, a lei existe, mas para muitas pessoas só isso não basta, pois embora não se admita muitos não sabem lidar com as diferenças existentes entre nós, portanto a mudança só será sentida quando as pessoas se conscientizarem de que nada nos dá o direito de discriminar ou julgar uma pessoa com deficiência como alguém incapaz, só porque suas limitações são diferentes das nossas. O preconceito está muito vivo em nossa sociedade, por isso a mudança deve ir muito além da arquitetônica.

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  15. Apenas mudanças no espaço público não são suficientes. A inclusão deve passar por uma mudança de pensamento, uma forma nova de ver o outro, como importante por ser diferente, por ser como é... Mas talvez estas mudanças no espaço público, poderão possibilitar uma vida melhor as pessoas deficiente, e fazer as pessoas ditas "normais" refletirem, e superarem algns preconceitos.

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  16. Com certeza não, as pessoas são preconceituosas em relação as diferenças e não vai ser modificações materiais que vão mudar isso da noite para o dia, levará um tempo. Portanto meninas, vamos formar novas mentalidades, sem preconceitos. UHU

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  17. Penso, que a melhora da infro-estrutura dos lugares, melhorando a acessibilidade para os deficientes é um passo a mais que estamos dando, mas não é somente isso que resolverá. Temos que vencer mais barreiras, que geralmente nós colocamos. As pessoas devem acabar com o preconceito existente nelas para que todos possam usufruir dos espaços públicos podendo ir a qualquer lugar sem enfrentar obstáculos.

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  18. de jeito nenhum,há um longo caminho a ser percorrido.Além das barreiras arquitetônicas,temos barreiras socias e culturais que impedem ainda mais a cessibilidade de pessoas com alguma deficiência.

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  19. Tenho certeza que não, pois por mais que mudem e criem leis para esses,de nada adianta se não mudarmos os pensamentos preconceituosos das pessoas.Por mais que este caminho seja longo,não é impossível.

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  20. Acredito que não, pois mais problemático que as estruturas arquitetônicas são as barreiras culturais e sociais. Mas também penso que as mudanças físicas dos espaços mostra que as diferenças fazem parte da sociedade, da cultura e do mundo, contribuindo não só para a locomoção dos deficientes, mas também com a conscientização das pessoas.

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  21. Thais Pulgatti Trindade9 de julho de 2009 às 10:37

    Penso que não.Porque as pessoas são muito preconceituosas em relação as diferenças,por isso acredito que as mudanças nas estruturas dos espaços públicos não são suficientes,porque as pessoas também precisam colaborar e deixar o preconceito de lado.

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  22. Com certeza não. Estas mudanças são muito importantes e necessárias,mas antes de tudo é preciso a conscientização da sociedade e de cada um de nós, minimizando as barreiras culturais,respeitando-os e aceitando-os como cidadãos, pessoas com direitos como nós.

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  23. As mudanças no espaço público é o primeiro passo, mas nem todas as pessoas estão conscientes de como tratar e respeitar os espaços das pessoas com deficiência.Ainda há um preconceito muito grande da sociedade.

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  24. Não, a acessecibilidade não é o suficiente para os indivíduos com necessidades especiais adquirirem o respeito desejado. Ao meu ver, os recursos de acessibilidade serviram somente para alxiliar no dia-a-dia dessas pessoas. O respeito as diferenças é questão de cultura, ou seja, só nós podemos mudar, a longo prazo, demonstrando exemplos positivos as nossas crianças. Isso tenho certeza que todo mundo ja sabe. Mas como só saber não é o suficiente, continuamos na "estaca zero".

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  25. não, acredito que o que falta realmente é conscientização das pessoas somente mudar o fisico não vai mudar a conciência das pessoas, o que precisa ser mudado é a mentalidade das pessoas.

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  26. Acredito que não seja suficiente pois é um problema cultural que enfrentamos e infelizmente a mudança é lenta, mas a mudança nos espaços físicos é de suma importância para o primeiro passo da inclusão.Nós como futuros educadores podemos ter a chance de tentar reverter essa história, pelo menos é o que eu espero conseguir.

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