Embora ainda não exista uma definição universal de altas habilidades/superdotação,varias pesquisas tem sido realizadas com a finalidade de dar respostas a questões ligadas à definição de superdotação. Entre tantos conceitos um bem aceito atualmente por vários autores sobre o que seja superdotação é o de Renzulli, no seu modelo dos três anéis. Onde segundo este pesquisador, o comportamento do superdotado baseia-se na interação entre o agrupamento de três traços básicos do ser humano: habilidades gerais e/ou especificam acima da média, elevados níveis de comprometimento com as tarefas e elevados níveis de criatividade.
Existem seis tipos de pessoas com altas habilidades: o tipo acadêmico, criativo, social, talento especial e psicomotor.
As características gerais de uma pessoa com altas habilidades/superdotação:motivação interna, persistência na área de seu talento, facilidade de compreensão e percepção da realidade, capacidade de resolver problema, energia, habilidade de assumir riscos, sensibilidade, pensamento original e divergente e conduta criativa entre outras.Onde nem todas as pessoas apresentam as mesmas características.
Para identificar estas pessoas, é necessário um processo de identificação ao longo do tempo, em acontecimentos gerais do cotidiano, com uma observação continua direta e cuidadosa. É importante destacarmos que reconhecer crianças com superdotação não significa predizer um futuro brilhante para elas, pois tudo dependerá de como esta pessoa será estimulada. Ninguém necessita ter altas habilidades/superdotação para conviver ou ensinar um superdotado, e quando não identificados no âmbito familiar, ficará nas mãos professor a identificação das áreas de altas habilidades do aluno, observando como estas estão sendo utilizadas no contexto escolar, e planejando as atividades de ensino de forma a promover o crescimento de acordo com o ritmo, as possibilidades, interesses e necessidades do educando.
Pergunta:
Qual a vantagem, para os superdotados, serem reconhecidos ou identificados?
segunda-feira, 6 de julho de 2009
INCLUSÃO ESCOLAR
A inclusão está fundada na dimensão humana e sociocultural que procura enfatizar formas de interação positiva, possibilidades, apoio às dificuldades e acolhimento das necessidades das pessoas com deficiências. Tendo como ponto de partida a escuta dos alunos, pais e comunidade escolar.
A matriz da política educacional de inclusão é a Declaração mundial de educação para todos, que propõe uma educação destinada a satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem, o desenvolvimento pleno das potencialidades humanas, a melhoria da qualidade de vida e do conhecimento e a participação do cidadão na transformação cultural de sua comunidade. Esse conceito foi aprofundado com a declaração de Salamanca. Sobre necessidades educacionais especiais, a meta é INCLUIR TODAS AS CRIANÇAS, inclusive as que têm deficiências graves ou dificuldades de aprendizagem no ensino regular.
O movimento da inclusão considera necessária uma política pública que tenha como objetivo a modificação do sistema, a organização e estrutura do funcionamento educativo, e a diversidade como eixo central do processo de aprendizagem na classe comum.
No projeto político pedagógico deve estar claro o compromisso da escola com o êxito no processo de ensino e aprendizagem, com o provimento de recursos pedagógicos especiais necessários, apoio aos programas educativos e capacitação de recursos humanos para atender às demandas desses alunos.
O trabalho conjunto dos serviços de apoio pedagógico especializado da educação especial, em parceria com instituições especializadas na habilitação e reabilitação de crianças com deficiências, são fortes aliados no processo de avaliação, atendimento às necessidades específicas de desenvolvimento, elaboração de programas de intervenção precoce e apoio às famílias. Os serviços de educação especial das instituições especializadas passam a desempenhar papel importante de apoio e suporte à escola comum no que se refere às necessidades educacionais especiais, por meio de trocas inter e transdisciplinares, de cooperação para a elaboração do projeto pedagógico, de orientação para adaptações e complementações curriculares, proporcionando, dessa forma, o acesso desses alunos ao currículo desenvolvido na escola comum.
Pergunta: Quais são as reais dificuldades que os alunos com necessidades educacionais especiais encontram na classe comum?
A matriz da política educacional de inclusão é a Declaração mundial de educação para todos, que propõe uma educação destinada a satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem, o desenvolvimento pleno das potencialidades humanas, a melhoria da qualidade de vida e do conhecimento e a participação do cidadão na transformação cultural de sua comunidade. Esse conceito foi aprofundado com a declaração de Salamanca. Sobre necessidades educacionais especiais, a meta é INCLUIR TODAS AS CRIANÇAS, inclusive as que têm deficiências graves ou dificuldades de aprendizagem no ensino regular.
O movimento da inclusão considera necessária uma política pública que tenha como objetivo a modificação do sistema, a organização e estrutura do funcionamento educativo, e a diversidade como eixo central do processo de aprendizagem na classe comum.
No projeto político pedagógico deve estar claro o compromisso da escola com o êxito no processo de ensino e aprendizagem, com o provimento de recursos pedagógicos especiais necessários, apoio aos programas educativos e capacitação de recursos humanos para atender às demandas desses alunos.
O trabalho conjunto dos serviços de apoio pedagógico especializado da educação especial, em parceria com instituições especializadas na habilitação e reabilitação de crianças com deficiências, são fortes aliados no processo de avaliação, atendimento às necessidades específicas de desenvolvimento, elaboração de programas de intervenção precoce e apoio às famílias. Os serviços de educação especial das instituições especializadas passam a desempenhar papel importante de apoio e suporte à escola comum no que se refere às necessidades educacionais especiais, por meio de trocas inter e transdisciplinares, de cooperação para a elaboração do projeto pedagógico, de orientação para adaptações e complementações curriculares, proporcionando, dessa forma, o acesso desses alunos ao currículo desenvolvido na escola comum.
Pergunta: Quais são as reais dificuldades que os alunos com necessidades educacionais especiais encontram na classe comum?
ACESSIBILIDADE E DESENHO UNIVERSAL
No dicionário “acessibilidade” refere-se à qualidade de ser acessível e consequentemente, de que se pode chegar facilmente. A questão da acessibilidade é uma das reivindicações mais antigas dos movimentos das pessoas com deficiência e de maior visibilidade. Sofreu ao longo do tempo diversas alterações, como todo fenômeno social.
No início dos anos 80, os primeiros movimentos reivindicatórios, buscavam a eliminação de barreiras arquitetônicas, tendo como referência as pessoas com deficiência física. Entretanto, percebeu-se que além das barreiras ambientais, encontravam-se as barreiras de atitude. Em 1981 a ONU estimulou a mudança nas atitudes, criaram organizações e direitos foram conquistados.
Em 1985 foi criada a primeira norma técnica brasileira relativa á acessibilidade, “Acessibilidade a edificações, mobiliários, espaços, e equipamentos urbanos à pessoa portadora de deficiência”. Valida até hoje, passando por uma última revisão em 2004. Daí a substituição do termo “barreiras arquitetônicas”, por “acessibilidade”.
Nos anos 90, há uma maior discriminação dos tipos de obstáculos existentes para as deficiências. Assim, são identificadas, além das barreiras ambientais e atitudinais, as barreiras de comunicação e de transporte. Essa diferenciação faz com que as outras deficiências sejam também contempladas, deste modo, ampliando o termo “acessibilidade”.
Uma sociedade acessível é pré-requisito para uma sociedade inclusiva. Ao lutar pela acessibilidade, estamos defendendo um Direito Humano, que possibilita a igualdade de oportunidades e que é essencial para que a inclusão social aconteça.
Em meados dos anos 90, surge o conceito de desenho universal, ou seja, um planejamento arquitetônico ambiental, de comunicação e de transporte em que todas as características das pessoas são atendidas, independentemente de possuírem ou não uma deficiência.
É importante ressaltar, que não se trata mais de eliminar obstáculos e sim de garantir acesso. Atualmente usa-se simultaneamente acessibilidade ao termo desenho universal.
O conceito do Desenho Universal se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura dos EUA, com objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes para serem usado por todos, na sua máxima extensão possível.
A meta é que qualquer ambiente ou produto poderá ser alcançado, manipulado e usado, independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, sua postura ou mobilidade. Não é uma tecnologia direcionada apenas aos que dele necessitam, é desenhado para todas as pessoas, assegurando que todos possam utilizar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos e objetos.
Entretanto, para cumprir o desenho universal, foi necessária a criação de Leis e Normas. Para, assim, facilitar a vida de todo o cidadão, levando a sociedade por um caminho mais justo e humano, para que possamos viver com mais dignidade e respeito.
QUESTÃO: Será que somente a mudança na estrutura dos espaços públicos é suficiente para que as pessoas respeitem e aceitem as diferenças?
No início dos anos 80, os primeiros movimentos reivindicatórios, buscavam a eliminação de barreiras arquitetônicas, tendo como referência as pessoas com deficiência física. Entretanto, percebeu-se que além das barreiras ambientais, encontravam-se as barreiras de atitude. Em 1981 a ONU estimulou a mudança nas atitudes, criaram organizações e direitos foram conquistados.
Em 1985 foi criada a primeira norma técnica brasileira relativa á acessibilidade, “Acessibilidade a edificações, mobiliários, espaços, e equipamentos urbanos à pessoa portadora de deficiência”. Valida até hoje, passando por uma última revisão em 2004. Daí a substituição do termo “barreiras arquitetônicas”, por “acessibilidade”.
Nos anos 90, há uma maior discriminação dos tipos de obstáculos existentes para as deficiências. Assim, são identificadas, além das barreiras ambientais e atitudinais, as barreiras de comunicação e de transporte. Essa diferenciação faz com que as outras deficiências sejam também contempladas, deste modo, ampliando o termo “acessibilidade”.
Uma sociedade acessível é pré-requisito para uma sociedade inclusiva. Ao lutar pela acessibilidade, estamos defendendo um Direito Humano, que possibilita a igualdade de oportunidades e que é essencial para que a inclusão social aconteça.
Em meados dos anos 90, surge o conceito de desenho universal, ou seja, um planejamento arquitetônico ambiental, de comunicação e de transporte em que todas as características das pessoas são atendidas, independentemente de possuírem ou não uma deficiência.
É importante ressaltar, que não se trata mais de eliminar obstáculos e sim de garantir acesso. Atualmente usa-se simultaneamente acessibilidade ao termo desenho universal.
O conceito do Desenho Universal se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura dos EUA, com objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes para serem usado por todos, na sua máxima extensão possível.
A meta é que qualquer ambiente ou produto poderá ser alcançado, manipulado e usado, independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, sua postura ou mobilidade. Não é uma tecnologia direcionada apenas aos que dele necessitam, é desenhado para todas as pessoas, assegurando que todos possam utilizar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos e objetos.
Entretanto, para cumprir o desenho universal, foi necessária a criação de Leis e Normas. Para, assim, facilitar a vida de todo o cidadão, levando a sociedade por um caminho mais justo e humano, para que possamos viver com mais dignidade e respeito.
QUESTÃO: Será que somente a mudança na estrutura dos espaços públicos é suficiente para que as pessoas respeitem e aceitem as diferenças?
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